Fernando de Noronha
Marcos da Conservação Ambiental
O Arquipélago de Fernando de Noronha, junto com o Atol das Rocas e o Arquipélago de São Pedro e São Paulo representam grande parte da superfície insular do Atlântico Sul, possuindo papel fundamental no processo de reprodução, dispersão e colonização dos organismos marinhos nesta região. Em função disto, recebeu dois títulos da UNESCO, que devem lhe garantir maior proteção ambiental.
A Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha – Rocas – São Pedro e São Paulo (APA-FN) foi criada pelo Decreto nº 92.755, de 5 de junho de 1986, com os seguintes objetivos principais:
- Proteger e conservar a qualidade ambiental e as condições de vida da fauna e da flora.
- Compatibilizar o turismo organizado com a preservação dos recursos naturais.
- Conciliar, no Território Federal de Fernando de Noronha, a ocupação humana com a proteção ao meio ambiente.
O Decreto nº 96.693, de 14 de setembro de 1988, cria o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha com os seguintes objetivos: proteger amostra representativa dos ecossistemas marinhos e terrestres do Arquipélago; assegurar a preservação de sua fauna, flora e demais recursos naturais; proporcionar oportunidades controladas para a pesquisa científica, educação ambiental e visitação pública; contribuir para a proteção de sítios e estruturas de interesse histórico-cultural.
Turismo
Até 1990, a principal ocupação econômica da população local era o funcionalismo público, mas, a partir daquele ano, o turismo foi crescendo, se tornando importante fonte de renda econômica e os ilhéus foram se instruindo e profissionalizando no atendimento aos turistas.
Para saber mais informações turísticas acesse: www.noronha.pe.gov.br
Na área de proteção ambiental e no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, você também deve obedecer ás seguintes normas:
- A visitação nas áreas do Parque Nacional Marinho só é permitida entre 8h e 18h, com exceção do Mirante dos Golfinhos que é das 6h30 às 18h.
- De dezembro a junho a visitação nas praias do Americano, do Bode, da Quixabinha e da Cacimba do Padre, é permitida apenas das 6h às 18h.
- Utilizar somente embarcações e veículos credenciados.
- É proibido acampar, pernoitar, acender fogo nas praias e escrever ou pichar rochas, árvores ou placas.
- Respeitar e não matar, capturar, perseguir ou alimentar os animais.
- Deixar conchas, corais, pedras, partes de animais e vegetais onde estiverem.
- É proibido abandonar lixos e detritos.
Legenda do mapa:
- PGR: Sede do Projeto Golfinho Rotador
- ICMBio – Sedes do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, da Área de Proteção Ambiental e do Projeto Tamar.
- Baía dos Porcos – É proibido tomar banho na piscina natural identificada e ultrapassar os limites da baía
- Baía do Sancho – Não é permitido nadar ou mergulhar para fora dos limites da baía. Proibido tocar nos corais, que queimam e podem morrer devido a pressão do toque de de mãos e nadadeiras
- Trilha Baía dos Golfinhos / Baía dos Porcos – Não é necessário guia mas não é permitido sair da trilha. Observação dos golfinhos e ninhos de aves marinhas como mumbebos, noivinhas e viuvinhas.
- Mirante dos Golfinhos – Proibido descer o penhasco, nadar, mergulhar e parar as embarcações dentro da Baía ou nas imediações.
- Trilha Ponta da Sapata / Capim-Açu / Leão – Visitação permitida apenas com fiscais ou guias credenciados pelo ICMBio. Alto grau de dificuldade.
- Praia do Leão – A praia oceânica de Noronha é a preferida pelas tartarugas-verdes para desovar. É proibido caminhar sobre os arrecifes. Tomar cuidado com as correntes do mar.
- Mirante da Ponta das Caracas – Visualização permitida somente do mirante, proibida a descida.
- Baía do Sueste – Respeite os limites das bóias, não caminhe sobre os arrecifes e não ingresse no mangue.
- Praia do Atalaia – Visitação coordenada pelo Pranamar-FN em horários pré-estabelecidos, de acordo com a maré. Mergulho permitido sem o uso de calçados, nadadeiras, protetor solar e/ou similares. Não é permitido caminhar sobre os arrecifes.
- Trilha Caieira-Atalaia – Visitarão autorizada com fiscal ou guia autorizado pelo ICMBio
- Enseada da Caieira – É o mergulho menos realizado, mais perigoso e mais bonito da ilha. Local de mar muito agitado e com fortes correntezas. Grande riqueza de fauna submarina, destacando-se o tubarão-bico-fino.
- Buraco da Raquel – Visualização permitida somente do mirante, proibida a descida.